Cocooning: o jeito encasulado de viver e consumir ganha cada dia mais adeptos no Brasil.

Pesquisa confirma a força dos produtos voltados a quem não quer saber de sair de casa.

Nos anos 80, os cinemas brasileiros foram invadidos por um filme de sucesso chamado Cocoon. Nos anos 90, esse mesmo termo serviu para a consultoria de marketing Faith Popcorn nomear um estilo de viver e consumir cada vez mais dentro de casa: o Cocooning. A menor socialização das pessoas, a partir de períodos de tempo mais longos dentro dos seus próprios lares, gerou o conceito de encasulamento, uma tendência que vem mudando os hábitos de compra de consumidores no mundo inteiro. Na primeira década do século XXI, o encasulamento ganha novos contornos e passa a denominar um modo de viver e comprar conectado de maneira crescente à web: o Telecocooning.
Se o Cocooning surge no século passado como uma maneira de viver longe da socialização, o Telecocooning aponta novas tendências das pessoas se relacionarem, conviverem e consumirem de maneira encasulada, porém sem estarem, necessariamente, dentro de casa. Essa forma avançada de Cocooning está ligada ao incremento dos recursos de mobilidade na sociedade contemporânea. A antropóloga Mizuko Ito aponta o papel crescente que o celular vem assumindo entre a juventude japonesa. Ela relata casos de jovens casais que mantém contato constante, o dia todo, graças ao acesso a diversas tecnologias móveis. Para Henry Jenkins, estudioso das novas mídias, esse é um caso evidente de Telecocooning. Eles estão sempre juntos emocionalmente, mesmo não estando próximos fisicamente. Estão encasulados entre si, apesar de não estarem dentro de casa.

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